15 abril 2026 - 12:01
7 Mandamentos do Líder Supremo da Revolução Islâmica do Irã para Construir um Irã Forte

Para construir um “Irã forte”, seguindo as orientações do Líder Supremo da Revolução Islâmica, é necessário, ao mesmo tempo, manter a presença nas ruas junto com a negociação, o esforço científico e econômico contínuo, e a vigilância do coração e da mente diante dos ataques midiáticos, de modo a frustrar o inimigo. A unidade nacional, a benevolência e a solidariedade (muwasat), juntamente com a firme determinação de reivindicar justiça pelos mártires, constituem o capital social deste caminho. Por fim, por meio da consideração mútua diante das dificuldades naturais e da transformação da paciência em cultura, um Irã invencível poderá tornar-se um modelo para o mundo.

Agência Internacional Ahlul-Bayt (a.s.) – ABNA: No mundo turbulento de hoje, onde as potências hegemônicas buscam com todas as forças enfraquecer as nações independentes, a visão de um “Irã cada vez mais forte” representa o único caminho capaz de garantir segurança, progresso e dignidade nacional. O Aiatolá Seyyed Mojtaba Hosseini Khamenei (que sua sombra seja prolongada), o sábio Líder da Revolução Islâmica, delineou em suas palavras uma rota para alcançar este objetivo vital. Essas recomendações formam elos inseparáveis de uma cadeia que vai da vontade nacional até a resistência prática.

Sete recomendações-chave do Líder Supremo da Revolução Islâmica

1. Continuidade da presença nas ruas; demonstração de poder no centro das negociações

Deus, no Sagrado Alcorão, diz:
“Se ajudardes a Deus, Ele vos ajudará e firmará vossos passos.” (1)

O Líder considera a presença ativa do povo nas esferas sociais e políticas como uma manifestação concreta dessa ajuda divina. Ele enfatiza que, mesmo no auge das negociações diplomáticas, as ruas não devem ficar vazias da presença consciente do povo. Isso porque o inimigo mede a força de uma nação pela capacidade das massas de defenderem seus ideais. A continuidade de marchas, reuniões e participação civil transmite ao mundo a mensagem: “continuamos firmes”, de forma ainda mais forte do que qualquer mesa de negociação.

2. Esforço contínuo; motor do Irã poderoso

Um “Irã forte” não se constrói no sonho. O Profeta Muhammad (s.a.w.) disse:
“Se a Hora (do Juízo Final) chegar e alguém tiver uma muda em sua mão, que a plante.” (2)

Com base nisso, o Líder enfatiza autossuficiência científica, avanço da produção e economia de resistência. Cada passo rumo à independência tecnológica e à redução da dependência enfraquece mais um elo das correntes das sanções.

3. Cuidado com o coração e a mente; guerra suave e barreira inteligente

Na era da intensa guerra midiática, o inimigo não vem com tanques, mas com algoritmos e dúvidas. O Imam Ja‘far al-Sadiq (a.s.) disse:

“O verdadeiro crente é mais firme do que o ferro… mesmo que seja morto e revivido repetidas vezes, seu coração não se altera.” (3)

O Líder alerta que mídias hostis miram corações e mentes. O cuidado exige alfabetização midiática, verificação de notícias e fortalecimento da fé. A única resposta a esse ataque silencioso é a vigilância constante e a confiança em fontes confiáveis.

4. Unidade; escudo invencível da sociedade

O Alcorão diz:
“E apegai-vos todos ao vínculo de Deus e não vos dividais.” (4)

O inimigo investe fortemente na criação de divisões. A unidade, segundo o Líder, não significa eliminar o pensamento crítico, mas sim unir esforços diante de um inimigo comum. Um Irã forte não pode ser construído com mãos separadas.

5. Benevolência e solidariedade; capital social da resistência

O Alcorão descreve os verdadeiros crentes:
“Eles preferem os outros a si mesmos, mesmo estando em necessidade.” (5)

O Líder destaca a tradição da solidariedade social (muwasat) e a redução das desigualdades. Uma sociedade onde os indivíduos desejam o bem uns aos outros torna-se praticamente impenetrável ao inimigo.

O Imam Ali (a.s.) disse:
“Quem se purifica para Deus por quarenta manhãs, fontes de sabedoria brotam de seu coração para sua língua.” (6)

6. Determinação firme para honrar o sangue dos mártires; fidelidade à promessa

O Alcorão diz:
“Não penseis que aqueles que foram mortos no caminho de Deus estão mortos; ao contrário, estão vivos.” (7)

Este princípio representa o pacto eterno da nação com os ideais dos mártires. O Profeta (s.a.w.) disse:
“Quem amanhece sem se preocupar com os assuntos dos muçulmanos não é um deles.” (7)

Isso implica a continuidade na busca por justiça e a defesa dos oprimidos.

7. Consideração mútua em tempos de escassez; cultura de paciência e gestão

Deus diz:
“Certamente Deus está com os pacientes.” (8)

O Imam Ali (a.s.) disse:
“A paciência é de dois tipos: paciência diante do que odeias e paciência diante do que desejas (evitar o pecado).” (9)

O Líder enfatiza que dificuldades podem ser naturais, mas a solução deve ser cultural: gestão de consumo, apoio mútuo e paciência coletiva.

Da recomendação à construção de civilização

Essas sete orientações, baseadas no Alcorão e nas tradições, formam uma estrutura integrada para a sobrevivência e o progresso diante de guerras híbridas. Se cada iraniano aceitar esses princípios como um pacto nacional, o inimigo perceberá que está diante de uma nação inabalável. Nesse dia, o Irã não será apenas forte, mas um modelo para os povos oprimidos do mundo.

Notas (Referências):

  1. Surata Muhammad / versículo 7
  2. Kanz al-‘Ummāl, hadith 9056
  3. Bihar al-Anwar: 67 / 303 / 34
  4. Surata Al ‘Imran / versículo 103
  5. Surata Al-Hashr / versículo 9
  6. Nahj al-Fasahah, hadith 2836
  7. Al-Kāfi: 2/163/1
  8. Surata Al-Baqarah / versículo 153
  9. Nahj al-Balaghah, Sabedoria 52

Tags

Your Comment

You are replying to: .
captcha